A Espada de Shannara escrito por Terry Brooks

19:57


- Eu percorri um longo, longo caminho - murmurou - Podia ter morrido uma centena de vezes, mas sobrevivi. Vi o mal que há neste e em mundos que mortais apenas imaginam em sonhos. Não há nada possa nos ferir. O amor nos dá um tipo de força capaz de enfrentar até a morte. Mas você precisa ter um pouco de fé. É só acreditar Shirl. Acredite em nós.

Uma grande sombra ameaça pairar sobre todos os reinos, é um mal que todos julgavam estar morto, suas histórias haviam se tornado lendas de um tempo muito antigo, histórias para crianças dormirem... Assim, silenciosamente, o Lorde Feiticeiro novamente se ergue, planejando destruir o mundo de uma vez por todas, tomando-o para si. 

É no Vale Sombrio, um local pacífico nas isoladas Terras do Sul, que existe o último resquício de esperança para a destruição dessa escuridão.

O meio-elfo Shea e o humano Flick Ohmsford, irmãos de criação, tem suas pacatas vidas abaladas com a chegada de Allanon - o andarilho das Quatro Terras e praticante das artes místicas - trazendo as más notícias, revelando a Shea que ele é o último herdeiro vivo da linhagem élfica de Jerle Shannara e somente ele poderá empunhar a lendária Espada de Shannara se desejarem vencer a guerra.



Publicado originalmente em 1977, A Espada de Shannara faz parte da Original Trilogy Shannara (Trilogia Original de Shannara, em uma tradução livre), que após sua publicação rendeu outras nove continuações compostas por quadrilogias, trilogias e assim por diante, todas ambientadas nesse mesmo mundo. As Quatro Terras é o nosso mundo, que se modificou após uma grande guerra no nuclear dando origem a um retrocesso tecnológico e a criação de diversas outras raças, dentre eles os gnomos e trolls de pedra, assim como surgiu a manipulação de magia (ainda não sei se eu poderia definir assim).

(...) Os homens de hoje se esqueceram do passado; sabem pouco sobre o presente e menos ainda do futuro. A Humanidade vive quase somente nos confins das Terras do Sul. Não sabem nada sobre as Terras do Norte e seus povos, e pouco sobre as Terras do Leste e do Oeste. É lamentável que tenham se tornado pessoas de visão tão limitada, pois já foram a raça mais visionária de todas. Mas agora se satisfazem em viver longe das outras raças, ou isolados dos problemas do resto do mundo. Permanecem satisfeitos porque esses problemas ainda não os alcançaram e porque o medo do passado os persuadiu a não encarar o futuro.

Terry Brooks logo em sua nota inicial explicou um pouco de sua trajetória e suas inspirações na hora da escrita, dentre elas existe uma leve semelhança com a estrutura utilizada por J. R.R. Tolkien em suas obras, mas, ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, eu não a classificaria como uma cópia de O Senhor dos Anéis. Vale ressaltar que eu não li essa última obra que mencionei, apenas tenho uma base dos filmes e do que me contaram sobre o livro.


Continuando a falar sobre a narrativa, eu fui esperando avidamente por lutas e batalhas, Terry (olha a intimidade) nos deu isso, porém não logo no início, então eu precisei dar uma freada na minha empolgação literária sanguinária. A Espada de Shannara não é um livro rápido de se ler, ao menos para mim, o ponto de vista em terceira pessoa adotado pelo autor está preocupado em lhe passar todas as informações e descrições possíveis seja dos personagens, das criaturas. dos cenários e algumas vezes de histórias antigas que rondam aquele determinado lugar. Assim, os parágrafos são longos e em alguns capítulos há poucos diálogos.

As verdades absolutas, meu jovem amigo, são as filhas inúteis de uma visão retrospectiva. 

A medida que novos personagens são introduzidos a trama parece avançar a passos um pouquinho lentos, mas meu amigo leitor, a partir de alguns acontecimentos lá pela metade da obra foi como se a aventura deslanchasse de uma só vez e eu não quis mais largar o livro! Dentre as minhas figuras preferidas estão dois príncipes: Menion, o aventureiro Príncipe de Leah, e Balinor, Princípe de Callahorn que a todo instante passou a confiança necessária ao grupo de personagens. Devo mencionar também Flick, que cresceu durante a narrativa, e Hendel, o anão.

Foi crescente a minha empolgação durante a leitura e, apesar de ser o primeiro livro de uma trilogia, Terry Brooks fechou a história certinho, me deixando ainda mais curiosa para conferir a continuação, As Pedras Élficas de Shannara, que dá um pequeno salto no tempo. Vale lembrar que o segundo livro será adaptado para uma série através do canal MTV e tem sua estréia prevista para o próximo mês. Dá uma olhadinha no trailer:



Por fim, eu não posso deixar de recomendar A Espada de Shannara, pois possui uma história muito rica em detalhes, acredito que ela seja a introdução para algo mais grandioso que desejo para acompanhar. Se você está disposto a conhecer mais uma história do gênero fantasia, Terry Brooks, arrisco a dizer, tem que estar na sua estante.

 Obrigada ao Selo Saída de Emergência por mais essa obra épica e pelo envio do exemplar!



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10 comentários

  1. A Saída de Emergência tem livros ótimos, mas só li até o momento três deles :o
    A Espada de Shannara tá na minha lista.

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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    Respostas
    1. A Saída de Emergência está cada vez mais incrível!
      Torço para que goste da leitura de A Espada de Shannara tanto quanto eu :)

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  2. não sabia que a série era tão antiga, e isso já me fez ver a obra com melhores olhos... tbm não sabia que havia adaptação... se remete em algo a LOTR, entaõ é sinal de que eu vou curtir a leitura...

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  3. Gente, que empolgante.Já tinha visto esse livro por aí, mas não prestei atenção. Agora com sua resenha, que pontuou muito bem as partes interessantes do livro, eu fiquei empolgadíssima, ainda mais que via ter série.
    Pela sua resenha, vejo que tem, realmente, inspiração do Tolkien, pelo menos para a criação do mundo fantástico.

    Beijos!

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  4. Oi, quando estava começando a ler me fez lembrar Senhor dos Anéis, que bom que não estava pensando besteira!
    Muita gente, tem tentado me fazer ler Senhor dos Anéis, só que nunca fui fa( por favor, sem pedras) até achei o livro interessante, mas tenho a impressão que livros neste estilo são bem devagar para nos dizer todos os detalhes e tal, você mesma disse que a "ação" começa lá pela metade do livro, iria pirar assim.
    Amei a sua resenha, com bastante detalhes que me prendeu até o fim!
    Beijos, Larissa (laoliphant.com.br)

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    1. Oi Larissa! Bom, eu já sou curiosa para ler O Senhor dos Anéis, inclusive comprei o primeiro volume para ver se irei gostar do livro tanto quanto gosto dos filmes, sei que são diferentes em termos de ação, muitos são fãs dos filmes e não dos livros e vice-versa, mas nunca vou saber se não ler rsrs... Espero gostar.
      Essas histórias, creio que costumam demorar para explicar os detalhes para não deixarem nenhum furo na narrativa, para explicar o por quê das coisas serem como são naquele mundo, o que move os personagens e assim por diante. Se é um leitor que fica roendo as unhas, fissurado para que tudo se resolva e desenvolva, além de pirar rsrs... Tem que ter paciência.

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  5. Oi, flor.
    Olha, o que mais me atraiu foi a história do próprio livro… Não sabia que é uma publicação de 1977 e que rendeu tantos bons retornos. O problema é que não me vejo realmente interessada na leitura, porque esperar metade da obra para que finalmente a aventura pareça começar… Ah, não é para mim nesse momento (rs). Mas gostei da sua opinião.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  6. Oláá
    A história não me atraiu muito por não ser um gênero que curto muito mas é uma boa dica e irei indicar a alguns amigos

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  7. No começo da resenha imaginei que seria um livro de fantasia "mais do mesmo". Depois percebi que, mesmo que seja mais do mesmo, é um mesmo que veio antes! hehehehehe
    Tirando essa parte, é exatamente o tipo de leitura que me atrai, quando bem trabalhada. Pelo que você falou isso aconteceu, então vai para a lista! ;)

    Infinitos Livros

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  8. O livro não me atraiu pois não é o meu gênero... Bjs

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