Espera! Você está no blog certo rsrs... Já contei para você que eu tenho uma queda, talvez abismo, por romanções de época? Se não sabia, agora está sabendo. Meu abismo começa pela certeza de um final feliz para o par romântico, passando pelos vestidos e corselets (aquilo devia ser horrÃvel para respirar, mas fica muito bonito), aà vem os lindos bailes e os mocinhos perdendo as estribeiras quando se vêem encantados pelas mocinhas a quem, na maioria das vezes, detestavam ou nem mesmo davam bola. Pode me imaginar suspirando, pois é isso que estou fazendo agora.
- Ela é manipuladora.
- Você também é, querido.
Ele ignorou o comentário.
- Ela é dominadora.
- Como você.
- Ela é arrogante.
- Você também - disse LÃvia alegre.
Marcus a olhou de cara feia.
- Achei que estivéssemos discutindo os defeitos de Srta. Bowman, não os meus.
Não me julguem, amo livros com personagens masculinos ou femininos forte, espadas, lutas homéricas, fantasia, guerra, um mundo em perigo, aqueles que só falta esguichar sangue para fora das páginas, mas depois disso tudo eu curto relaxar. Não tem nada melhor para espairecer minha mente do que ler um romance de época. Por isso, depois de uma enxurrada de fantasia, solicitei Era uma vez no outono para ler e resenhar aqui no blog.
Escrito por Lisa Kleypas e publicado aqui no Brasil através da Editora Arqueiro, Era uma vez no outono é o segundo livro da série As quatro estações do amor e nos conta a história da personagem Lillian Bowman, mas não fique preocupado(a) se você, assim como eu, não tiver acompanhado a história do primeiro livro pode mesmo assim ler esse tranquilamente.
Lillian saiu dos Estados Unidos para passar uma temporada com seu pais e sua irmã Daisy em Londres na esperança de buscar um marido que fizesse parte da aristocracia. Contudo, Lillian, apesar de fazer parte de uma famÃlia muito rica, é uma moça americana e não possui tamanho requinte exigido pela sociedade da época, por isso acaba ficando de lado nos bailes da sociedade e junto com o grupo autodenominado Flores Secas* - sua irmã Daisy, Anabelle e Evie - que combinam entre si de encontrarem maridos uma para as outras.
- O que foi? - murmurou Daisy, indo para o lado da irmã. - Você parece um pouco distraÃda.
Lilian respondeu com um sorriso sarcástico.
- Estou tentando me lembrar de tudo o que a condessa nos disse - mentiu -, e manter isso em minha mente. Em especial as regras sobre mesura. Se alguém me fizer uma, vou gritar e correr na direção oposta.
Nossa protagonista é das mocinhas que a grande parte do público adora, eu inclusive, não tem papas na lÃngua e não se deixa intimidar por ninguém, nem mesmo pelo aparentemente perfeitinho, controlado e arrogante Marcus Marsden, ou Lord Westcliff, como você preferir. É nesse momento que você me imagina com um sorriso de orelha a orelha. Adoro um casal que é todo farpas e espinhos no inÃcio, principalmente quando um mocinho estilo Marcus perde todas as estribeiras e tem seu limite testado ao lado de alguém como Lillian.
Esse romance veio em uma hora perfeita, cumpre o que promete. Dificilmente eu o classificaria em meus preferidos, mas ele é o que considero um refresco para a minha mente. Rende boas risadas e suspiros, é previsÃvel em razão do happy end até certo ponto e, claro, tem muita coisa no meio impedindo o casal de ficar junto, além deles mesmo, inclusive uma vilã. Então se você estiver tão afim quanto eu estava de ler um livro assim, se joga!
*Flores Secas: foi adaptado da expressão Wallflowers utilizada originalmente. Wall é parede e flowers é flores, se fizermos uma tradução livre, mas na verdade vem de um expressão usada para as garotas que durante uma festa ou baile ficavam sem pares, encostadas na parede, passando despercebidas dos outros, também serve para denominar uma pessoa tÃmida ou anti-social.
Obrigada Editora Arqueiro pelo envio do exemplar!
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